Coach e influencer saltense é detido suspeito de agredir a namorada 

Saltense é conhecido como Thiago Schutz, “Calvo do Campari” e “Coach do Campari” (Foto: Reprodução/Instagram)

Na madrugada do último sábado (29/11), o coach e influencer Thiago da Cruz Schoba – conhecido como Thiago Schutz, “Calvo do Campari” e “Coach do Campari” –  foi detido na cidade de Salto, suspeito de agredir e tentar forçar sua namorada a ter relações sexuais.

O caso foi confirmado pela Polícia Civil ao Periscópio, porém a reportagem não obteve acesso ao boletim de ocorrência.

Porém, a TV Globo obteve acesso ao boletim de ocorrência e, de acordo com informações que constam no documento, após a namorada de Thiago negar uma prática sexual, que ele tentou forçá-la, o coach tentou agarrá-la à força.

Ainda de acordo com a denúncia, a vítima teria sido agredida diversas vezes. No depoimento à polícia, a mulher diz que Thiago a puxou pelos cabelos, deu tapas em seu rosto, agarrou-a com força pelos braços, arranhou-a, apertou-a pelo pescoço e a jogou no chão.

De acordo com a TV Globo, o exame do Instituto Médico Legal apontou ao menos 11 agressões, com machucados distribuídos na face, nos membros superiores e inferiores, além de sinais compatíveis com tentativa de defesa.

Em boletim de ocorrência, Thiago negou ter forçado a mulher a ter relações sexuais com ele e disse ainda que ela começou a agredi-lo com arranhões no rosto, e, para se defender dela, teria chutado-a para fora da cama para afastá-la.

Segundo o apurado pela reportagem do JP junto à Polícia Civil, Thiago foi levado à audiência de custódia ainda no sábado e liberado para responder em liberdade. A Justiça concedeu liberdade provisória mediante o cumprimento de medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha. 

A decisão determina que o coach mantenha distância mínima de 200 metros da vítima, familiares e testemunhas; não faça nenhum tipo de contato com ela, inclusive por redes sociais e aplicativos de mensagem; não frequente a casa, o local de trabalho da vítima ou outros locais que possam colocar sua integridade física ou psicológica em risco.

A Justiça também impôs medidas cautelares, como comparecimento a todos os atos do processo, proibição de deixar a comarca por mais de dez dias sem autorização judicial e proibição de frequentar bares e casas noturnas.

No alvará de soltura, o juiz advertiu que o descumprimento de qualquer das determinações pode levar à decretação da prisão preventiva. A vítima será formalmente notificada das medidas protetivas.