Família acusa Hospital São Camilo de negligência após morte de garota

Na madrugada de terça-feira (19), a jovem Ana Julia Rodrigues de Jesus, de 15 anos, faleceu em sua residência, no Jardim Padre Bento. Segundo declaração de óbito, a causa da morte da garota – que tinha Síndrome de Down – foi pneumonia lobar, falência múltipla dos órgãos, choque séptico e microcefalia. Ela chegou a ser internada no Hospital São Camilo com suspeita de dengue, tendo alta horas antes de falecer.

“O médico falou que era suspeita de dengue. No domingo (17) nós fomos novamente e jogaram a menina num canto, porque ela nem estava conseguindo andar. Aí fizeram exame e falaram que ela estava com infecção na urina. Só deram soro pra ela. E quando foi na segunda-feira (18), às 23h, deram alta. Ela não estava nem se mexendo na cama e deram alta”, explica indignado o pai de Ana Julia, o metalúrgico Edenilson de Jesus Conceição, de 38 anos.

“Levaram ela na maca para a casa e a jogaram na cama. E quando foi de madrugada (já de terça-feira) a menina faleceu”, prossegue. A família de Ana Julia registrou um B.O. (Boletim de Ocorrência) na Delegacia Central, em que alega que o óbito da garota decorreu de erro médico.

“Deram remédio errado para a menina. É erro médico”, comenta Edenilson. Ele também acusa o São Camilo de negligência. “O atendimento no hospital é péssimo. A menina estava no meio de pessoas adultas, muitas pessoas de idade ao redor dela. Estava deitada numa maca toda suja de sangue na lateral”, diz.

Edenilson também acredita que houve preconceito por Ana Julia ter Síndrome de Down. “Com certeza, teve sim. Acredito porque não estavam dando muita atenção para a menina”, sugere. O próximo passo dele será contratar um advogado para abrir processo contra o São Camilo. “Vou correr atrás disso aí”, afirma.

Ana Julia foi velada na última quarta-feira (20). O enterro aconteceu na mesma data.

Hospital se defende
A reportagem do “Periscópio” questionou o Hospital São Camilo sobre o ocorrido. Em nota, a assessoria de imprensa do hospital assegurou que todas as condutas adotadas no caso em questão foram corretas e previstas na bibliografia médica e que encaminhou o óbito ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO) a fim de obter o diagnóstico preciso da causa morte. “O Hospital assiste os familiares, lamenta a perda e é parte interessada no resultado do SVO”, finaliza a nota.

Um comentário em “Família acusa Hospital São Camilo de negligência após morte de garota

  • 16/12/2018 em 16:02
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    Esse hospital nada mais é do que um açogue humano, o que eles fizeram com a minha familia é de uma covardia absurda , entrguei minha esposa gravida em perfeito estado de saúde e recebi três horas depois minha esposa sem um ovário e meu filho vegetando numa encubadora
    Minha esposa ficou com uma sequela no colo do útero
    Meu filho teve um pré natal perfeito ,hoje vive com uma sequelea mais grave ainda ,não fala,não anda é totalmente dependente.
    Tudo que o meu pequeno conseguiu até hoje foi fechar a ala da maternidade do hospital que fica no Ipiranga .
    Mas no Brasil existe a lei para inocentar esses criminosos.segundo o juiz do fórum do Ipiranga e um laudo do IMESC foi fatalidade ,mesmo tendo um outro laudo do IMESC dizendo que ouve erro médico
    Meu filho nasceu em 2008 assim que foram notificado de mais um processo eles demitiram o médico e deu entrada para o encerramento da ala da maternidade
    Em 2011 encontrei um dos pediatras que cuidou do Bruninho em um outro hospital e ai que ele me disse o motivo para o São Camilo fechar a maternidade palavras desse médico.
    “PAI PARA UM COPO TRANSBORDAR SO FALTA UMA GOTA E O SEU FILHO FOI A GOTA QUE FALTAVA PARA ELES FECHAREM A MATERNIDADE”
    ai ele completou hj posso falar
    Bruninho hoje tem 10 anos um anjinho guerreiro.
    Um dia quem sabe não encontro alguem para me ajudar a contar para o mundo essa covarde que fizeram conosco.

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