Fiscalização da Prefeitura fecha “feirinha” que vendia produtos do Brás

Ação ocorreu na última quinta-feira e foi acompanhada pela GCM. Proprietário do negócio chegou a chamar a PM para impedir fechamento

 

Na última quinta-feira (2), a equipe da fiscalização da Prefeitura de Itu, acompanhada da Guarda Municipal, fechou uma “feirinha” localizada na Avenida Eugen Wissmann, na entrada do bairro Jardim Aeroporto, que vendia artigos do Brás. O comércio já funcionou no ano passado na cidade e havia voltado a operar exatamente no dia de seu fechamento.

Segundo o termo de encerramento de atividades entregue ao comerciante Cliverson Santos, responsável pela empresa, o negócio operava sem alvará. Santos não se conformou com o fechamento e chegou a chamar a Polícia Militar para registrar um boletim de ocorrência contra o fiscal – que acabou não sendo feito.

O comerciante também alegava que já havia solicitado o documento necessário para o funcionamento e que tinha inscrição municipal paga, o que, também de acordo com ele, o permitia operar. O Inspetor Rovaldo, da GCM, disse que se encontrasse produtos falsificados no recinto daria voz de prisão aos comerciantes. Com medo, os vendedores encaixotaram tudo. O responsável pela feirinha acabou aceitando ter seu negócio lacrado pela fiscalização, mas afirmou que irá processar a Prefeitura.

Prefeitura não irá tolerar ilegalidades


A Prefeitura alegou que a feira foi criada ilegalmente. “A Prefeitura não irá tolerar ilegalidades, principalmente as que prejudiquem os empresários que cumprem com suas obrigações diante da sociedade”, declarou, informando ainda que o fechamento da feirinha foi solicitado pela Associação Comercial e Industrial de Itu, através de ofício assinado por seu presidente Gabriel Dias Carvalho.

Repercussão

Pelas das redes sociais, alguns munícipes divergiram a respeito do fechamento. “Quem trabalha com tudo certo está fechando as portas, pois não consegue cobrir o preço de que não tem gastos com a legalização”, comentou Fernanda Vazquez no Facebook do JP. Mas teve quem não concordasse com a ação. “Agora vão pegar os trabalhadores, enquanto os bandidos fazem o que querem ninguém mexe no ‘trabalho’ deles”, declarou Sirlene Franca na mesma postagem.