Itu se mobiliza em campanha de doação de medula para adolescente de 14 anos

Campanha no Instagram mobiliza a cidade para conseguir doação de medula para Clarinha (Foto: Reprodução)

Uma corrente de esperança mobiliza Itu e região em busca de um doador de medula óssea para Maria Clara Bacini, a Clarinha, de apenas 14 anos. A adolescente enfrenta uma leucemia mieloide aguda e precisa encontrar um doador compatível para realizar um transplante.

A família e amigos estão promovendo uma campanha para ampliar o número de pessoas cadastradas no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME). A expectativa é encontrar um doador 100% compatível com Clarinha, mas a mobilização também busca conscientizar a população sobre a importância da doação de medula óssea para pacientes de todo o país.

Segundo Karina Lupinacci Bacini, mãe da adolescente, os primeiros sinais pareciam simples. Clarinha estava indisposta, sentia dores nas costas e havia outras crianças na escola com sintomas gripais. Em determinado momento, porém, a própria adolescente pediu à mãe que fosse realizado um check-up. “Eu quero muito um check-up porque eu não estou muito bem”, disse Clarinha à mãe. Em seguida, surpreendeu a família ao afirmar que achava que estava com câncer.

Naquela semana, as irmãs de Clarinha tiveram uma faringite viral e, posteriormente, a adolescente também apresentou febre. Inicialmente, a família acreditou que se tratava do mesmo quadro.

Na segunda-feira seguinte, diante da persistência dos sintomas, Clarinha foi levada ao hospital para realizar exames. Os resultados indicaram influenza, diagnóstico que explicava parte do que ela vinha sentindo. Mesmo assim, a mãe decidiu realizar o check-up solicitado pela filha.

Mais tarde, porém, o hospital entrou em contato com a família e pediu que ela retornasse. Os exames apontavam uma alteração importante nos leucócitos. Segundo o relato da mãe, a contagem estava em cerca de 79 mil, enquanto o valor máximo considerado convencional seria de aproximadamente 13 mil.

A família foi orientada a procurar imediatamente uma equipe de hematologia em um hospital de São Paulo. Clarinha foi internada e novos exames confirmaram o diagnóstico de leucemia mieloide aguda. O tratamento começou rapidamente. Três dias após a internação, a adolescente iniciou a quimioterapia. Desde então, já são mais de dois meses de tratamento, com períodos de internação e breves momentos em casa.

Atualmente, Clarinha está na terceira dose de quimioterapia. A previsão é que faça mais uma etapa do tratamento antes de seguir para o transplante. A família trabalha com a expectativa de que, no início de outubro, ela esteja apta para realizar o procedimento.

Os exames realizados entre os familiares mais próximos não identificaram um doador 100% compatível. A mãe, o pai e as irmãs apresentam compatibilidade parcial, de aproximadamente 50%. Por isso, a equipe médica busca primeiro um doador totalmente compatível nos bancos de medula óssea. A família afirma que o tempo é curto e que encontrar esse doador é uma prioridade neste momento.

“Pode ser alguém que esteja do nosso lado e a gente não sabe”, afirma a mãe, ao destacar a importância de aumentar o número de pessoas cadastradas no REDOME.

Cadastro

O cadastro no REDOME é destinado a pessoas de 18 a 35 anos, em bom estado geral de saúde. Para se cadastrar, é necessário comparecer a um hemocentro, apresentar um documento oficial com foto e realizar uma coleta de aproximadamente 5 mL de sangue. O procedimento leva cerca de 15 minutos e permite identificar a tipagem HLA, utilizada na busca por compatibilidade entre doadores e pacientes.

O cadastro pode ser feito pelo endereço redome.inca.gov.br/doadores, onde o interessado informa o CEP ou o estado para localizar o hemocentro mais próximo. A doação efetiva só ocorre caso seja identificada uma compatibilidade e o voluntário seja considerado apto após a realização de exames e avaliação médica.

Para a família de Clarinha, cada novo cadastro representa uma possibilidade de esperança, não apenas para a adolescente, mas também para milhares de pacientes que aguardam por um doador compatível. Para acompanhar a campanha e as atualizações sobre a Clarinha, acesse o Instagram @mariaclarabacini.

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