Leitura de nota de repúdio gera mal-estar na Câmara
A leitura de correspondência pelo Cel. PM Marco Antonio Augusto, ex-secretário de Segurança Pública de Itu, causou mal-estar na Câmara de Vereadores de Itu na sessão desta terça-feira (09). O documento continha uma manifestação em apoio ao vereador Moacir Cova (Podemos) em relação ao processo de cassação do mandato, mas também manifestava repúdio às condutas adotadas pelos edis.
Em questão de ordem, o vereador José Galvão (PL) disse que ofício contradiz o exercício do mandato de cada parlamentar e pediu que o documento fosse anexado aos autos analisados pela comissão processante. Eduardo Ortiz (MDB), também em questão de ordem, disse que “ofício é ofício” e devia ser lido, independente do conteúdo. Isso gerou um bate-boca entre os dois, com o presidente Neto Beluci (Republicanos) tentando contornar a situação.
Moacir Cova lembrou que as moções de repúdio contra ele foram lidas na íntegra, questionando uma possível parcialidade na condução dos trabalhos. Neto disse que o regimento não prevê situações como aquela e disse que colocaria o pedido de Galvão em votação do plenário, o que revoltou Ortiz.
A sessão foi suspensa após muito atrito e, na volta, o presidente da Câmara solicitou à primeira-secretária Elaine do Posto (Democrata) a leitura na íntegra do ofício. No documento, o ex-secretário, que foi candidato a vice-prefeito na chapa de Matheus Costa (PSD) na última eleição municipal, afirma que Cova em “hipótese alguma agiu de forma que faltasse ao decoro parlamentar” e que o mesmo “agiu no estrito cumprimento do dever legal” no caso do disparo contra cães.
Augusto também elogia a atuação parlamentar do investigador policial. “O vereador tem um histórico de feitos positivos nas suas ações e tenho certeza que muitos dos nobres vereadores desta Casa de Leis já aplaudiram esses feitos”, afirma o coronel da PM, solicitando, por fim, revisão da conduta contra Cova.
Já na Palavra Livre, Cova disse ter ficado magoado com a atitude de Galvão, que na visão dele tentou cercear a leitura da carta. Também relembrou um episódio em que o governista teria, batido na mesa do plenário e quebrado o vidro da mesma, o que, segundo ele, seria quebra de decoro. Galvão, por sua vez, disse que nunca admirou as atitudes de Cova e afirmou que ele está desesperado, querendo atacar a todos.

