MP arquiva investigação sobre disparo de arma de vereador durante operação em Itu
O Ministério Público do Estado de São Paulo determinou o arquivamento do inquérito que investigava o vereador e investigador de Polícia Moacir Cova (Podemos) em razão de um disparo de arma de fogo realizado durante uma operação de combate ao tráfico de drogas, em 06 de abril de 2026, no Residencial Potiguara, em Itu. A manifestação foi apresentada no processo nº 1500460-20.2026.8.26.0286, em tramitação na 2ª Vara Criminal e do Júri da Comarca de Itu.
De acordo com o Ministério Público, as provas reunidas durante a investigação indicam que o disparo ocorreu em meio a uma ação policial marcada por resistência à abordagem, aglomeração de pessoas e ataques de cães contra o agente.
Em depoimento, Moacir Cova afirmou ter efetuado um único disparo em direção ao solo com o objetivo de afastar os animais que o atacavam enquanto participava da prisão de um suspeito. Para sustentar sua versão, o vereador apresentou fotografias das lesões sofridas, vídeos e outros documentos.
Apesar de o relatório final da Corregedoria da Polícia Civil sugerir o indiciamento do parlamentar, o Ministério Público entendeu que o disparo foi uma medida necessária diante da situação de risco enfrentada pelo policial, afastando a existência de excesso ou de elementos que justificassem o oferecimento de denúncia criminal.
O órgão também destacou que a prisão efetuada durante a operação foi posteriormente validada pelo Poder Judiciário, que converteu o flagrante em prisão preventiva dos investigados.
Com base nesses fundamentos, o Ministério Público promoveu o arquivamento do inquérito, ressaltando que a investigação poderá ser reaberta caso surjam novas provas, conforme prevê o Código de Processo Penal.
O arquivamento diz respeito exclusivamente à esfera criminal e não altera, por si só, o processo de cassação do mandato de Moacir Cova, que continua em tramitação na Câmara Municipal de Itu.

