Novas representações contra Cova são protocoladas na Câmara
A Câmara de Vereadores recebeu mais três manifestações contra o vereador Moacir Cova (Podemos), em razão do episódio de 06 de abril em que ele, na função de investigador, atira em direção a cães em uma abordagem policial no bairro Potiguara. O caso ganhou repercussão nacional e motivou denúncias e a abertura de um processo na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar.
Agora, o Legislativo recebeu uma representação por conduta incompatível com o decoro parlamentar enviada pela deputada estadual Monica Seixas (PSOL), do Movimento Pretas. Segundo ela, o exercício do mandato exige do parlamentar uma conduta exemplar. “O uso desproporcional da força e a violência contra animais sencientes afrontam a imagem deste Poder Legislativo”, afirmou ela em documento, cobrando providências.
O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente – CMDCA também enviou nota de repúdio à conduta de Cova. No ofício assinado pela presidente do colegiado, Dra. Ana Luiza Camolesi, o CMDCA pede que a Câmara e a Polícia Civil analisem a conduta do vereador/investigador, além de encaminhar representação ao Ministério Público.
Outro ofício partiu da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos e solicita providências com relação à atuação de Cova e também do vereador Eduardo Ortiz (MDB), que teriam entrado sem aviso prévio na sede da pasta, alegando fiscalização. Segundo o documento, os edis constrangeram os servidores e filmaram áreas internas. Cova também estaria armado. Em outra data, eles entraram no Serviço Funerário, onde também teriam constrangido funcionários.
O documento, assinado pela secretária Camila Marchi, aponta que o direito de fiscalização dos vereadores é reconhecido, mas deve ser exercido dentro dos limites legais e regimentais, com respeito às pessoas e instituições. Por fim, a chefe da pasta pede que a Comissão de Ética investigue as condutas.

