Sarau “Tecendo Arte” resgata a energia das mulheres através da Cultura

Evento realizado no jardim da Fábrica São Pedro também contou com a participação de artistas ituanos


 
A tarde do último sábado (4) foi de muita música boa, literatura, dança, arte e aprendizado para quem participou do Sarau “Tecendo Arte”. O evento utilizou o jardim da Fábrica São Pedro como palco das apresentações.

Élida Marques, uma das organizadoras, conta que a motivação para que o projeto saísse do papel foram as tecelãs que trabalharam na fábrica. “Eu sou filha de costureira e sinto que isso tudo é uma forma de resgatar não só aquela energia das mulheres trabalhadeiras, mas a energia das mulheres em geral, quando se juntam”, diz. Gratuito, o evento foi definido como uma “semente” de saraus maiores. A ideia era apenas testar um trabalho desses na cidade.

A organizadora trouxe, também, o conceito de mutirão para realizar o sarau. “Essa ‘coisa’ de juntar pessoas para um trabalho, dar duro para que ele se concretize e depois aproveitar a festa, cantar e contar história, é justamente a ideia de se fazer um mutirão”, explica Élida.

 
O espaço

Centenária, a Fábrica São Pedro foi um local escolhido a dedo para organizar o evento. “A fábrica traz essa energia de dever cumprido, e a ideia é transformar o espaço em um lugar que respire cultura, unindo projetos ambientais, sociais e de informática, com diversas áreas da arte”, diz Elida, já antecipado futuros projetos.

Segundo a organizadora, “fábrica é um lugar de fazer, é um lugar de produzir. Por isso nós queremos trazer essa produção cultural para esse espaço”.

Fábio Carrara, responsável pela administração da fábrica, comenta que hoje há um processo de otimização do espaço para que a cidade tenha um centro cultural mais rico. “Acredito que a Fábrica São Pedro pode suprir essa carência de Itu quanto ao espaço para a arte. É uma sementinha que está sendo plantada e vai gerar bons frutos”, explica Fábio.

Durante o evento, vários artistas recitaram poemas e textos próprios, alguns emocionantes e outros engraçados, além das músicas cantadas pela roda de samba. “Há muito artista na região. Queremos tornar esse projeto algo mensal, para que os nossos artistas tenham mais voz, para a divulgação deles em formato de festa e diversão”, completa Élida.

 
Ana Luísa Tomba