Vendas de Natal aquecem comércio e geram novas vagas temporárias em Itu

O comércio de Itu vive um período de expectativa positiva com a chegada do Natal. As vendas de fim de ano apresentam movimento crescente e a projeção é de avanço em relação a 2024, acompanhada pelo aumento na oferta de vagas temporárias, especialmente no setor varejista. A combinação do pagamento do décimo terceiro salário, das compras presenciais e da confiança do empresariado tem impulsionado a economia local.
De acordo com o presidente da Associação Comercial e Industrial de Itu (ACII), Dário Mazzi Júnior, o mercado de trabalho temporário para o Natal de 2025 apresenta perspectivas favoráveis. “A expectativa é de crescimento no número de vagas em relação ao ano passado, acompanhando a tendência nacional”, afirmou. Segundo ele, em 2024, o comércio ituano já havia registrado aumento tanto nas vendas quanto nas contratações temporárias, cenário que deve se repetir neste ano.
A projeção da Confederação Nacional do Comércio (CNC) aponta um crescimento nacional de aproximadamente 7,5% nas contratações temporárias para o período natalino, índice que reflete diretamente no comércio local. Em Itu, a expectativa média de crescimento das vendas em dezembro é de 2,1% em comparação ao mesmo período de 2024, podendo ser ampliada nos últimos dias antes do Natal.
O secretário municipal de Emprego e Trabalho, Luís Fernando Boni, destaca a atuação da pasta no apoio às contratações. “A Secretaria acompanha o mercado formal por meio das vagas intermediadas pelo PAT e realizou visitas ao comércio para oferecer suporte às contratações temporárias. O retorno foi positivo, com estabelecimentos mantendo ou ampliando seus quadros e outros realizando contratações diretas”, explicou. Segundo ele, o período tem sido marcado por estabilidade no emprego, menor rotatividade e confiança no desenvolvimento econômico do município.
Movimento
No comércio, o cenário é de otimismo cauteloso. Caio Fernando Inschauspe, gerente de uma loja de moda, calçados e acessórios, situada na Rua Floriano Peixoto, relata que o início do mês foi promissor. “Começamos bem, com crescimento de 10% em relação ao ano passado, mas o período chuvoso e o frio acabaram afetando o movimento. Mesmo assim, a expectativa para a reta final é grande e acreditamos em recuperação”, afirmou.
Já Laís Vaz, líder de departamento de uma loja de artigos para cama, mesa e banho, também localizada na Rua Floriano Peixoto, região central da cidade, observa um aumento consistente no fluxo de clientes. “O movimento está mais intenso e maior do que no ano passado, com crescimento de cerca de 10% nas vendas”, disse. No estabelecimento, quatro vagas temporárias foram abertas e preenchidas, com expectativa de efetivação de alguns colaboradores que se destacaram.
A gerente Rosana Bellon, de uma loja de calçados, bolsas e acessórios, na mesma via, também aposta na última semana antes do Natal. “A gente espera um crescimento de pelo menos 10% nas vendas. A loja está preparada e aguardamos os clientes para investirem nas compras de Natal e Ano Novo”, afirmou.
Emprego temporário
Para quem conseguiu uma vaga temporária, o período representa oportunidade de crescimento profissional. Thiago Rodrigues Simão, vendedor de uma loja de moda, calçados e acessórios na Floriano Peixoto, contratado há cerca de uma semana e meia, elogia o ambiente de trabalho. “A experiência está sendo incrível. A equipe é acolhedora e isso cria expectativa de permanência”, contou.
Situação semelhante vive Kátia Regina da Silveira, vendedora de uma loja de cama, mesa e banho, na mesma via: “Já atuava como freelancer e desde dezembro estou registrada. Gosto da área e do movimento. Se eu for efetivada, vou ficar muito feliz”, afirmou.
Já Juliana Cristina Maia Rodrigues, que trabalha há pouco mais de um mês em uma loja de calçados e acessórios também na Floriano, destaca o aprendizado. “Nunca tinha trabalhado com vendas e está sendo uma experiência desafiadora, mas estou gostando e me empenhando para ser efetivada”, disse.
Compras presenciais
Entre os consumidores, a preferência pelas lojas físicas tem se mantido forte. A dona de casa Cristiane Gonçalves da Costa, que realizava compras em uma loja de moda, calçados e acessórios, destacou a vantagem do contato direto com o produto. “É outra coisa você ver e pegar o produto. Além disso, os preços estão mais baratos este ano”, comentou.
A também dona de casa Rose Carvalho concorda. “Está compensando mais comprar nas lojas”, afirmou, reforçando a percepção positiva do comércio local.

