Dia das Mães: maternidade em diferentes fases da vida une mulheres pelo amor incondicional
Neste domingo (10) comemora-se o Dia das Mães e, para comemorar a data, o JP traz histórias de mulheres que mostram que a maternidade pode acontecer em diferentes momentos da vida, trazendo desafios, descobertas e transformações profundas. Seja ainda na adolescência ou após os 40 anos, cada trajetória carrega marcas únicas, mas todas têm algo em comum: o amor incondicional pelos filhos.

A fonoaudióloga Georgia Bernardo Mombelle relembra que se tornou mãe ainda muito jovem. Aos 15 anos descobriu a gravidez e, aos 16, viu a filha Beatriz nascer. Hoje, aos 36 anos, ela olha para trás com orgulho da caminhada construída ao lado da filha, atualmente com 20 anos. “Ser mãe não tem idade, tem coragem, entrega e transformação. Quando minha filha nasceu, nasceu também uma mãe dentro de mim”, afirma.
Georgia conta que precisou amadurecer rapidamente para assumir responsabilidades enquanto ainda vivia a adolescência. “Tive medo, enfrentei julgamentos e inseguranças. Mas também descobri uma força que eu não sabia que existia”, relembra. Segundo ela, a maternidade precoce trouxe desafios, mas também uma conexão profunda com a filha. “Hoje ela é minha melhor amiga e minha maior lição de vida”, destaca.

Quem também viveu a maternidade ainda jovem foi a artesã Lisandra Azevedo, hoje com 46 anos. Ela teve a primeira filha, Gabriela, aos 17 anos, e depois se tornou mãe novamente aos 21, com o nascimento de Pedro. “Passei pelos desafios que toda menina que engravida cedo enfrenta, mas tive o acolhimento da minha família e meus filhos cresceram cercados de amor”, conta.
Ao recordar a trajetória, Lisandra resume o sentimento em uma palavra: orgulho. “Hoje vejo meus filhos formados, seguindo os próprios sonhos, e tenho muito orgulho da nossa história. Ser mãe foi a melhor coisa que poderia ter acontecido comigo aos 17 anos”, afirma.

Se para algumas mulheres a maternidade chegou cedo, para outras ela aconteceu depois dos 40 anos, trazendo experiências diferentes, mas igualmente marcantes. A jornalista Rosana Bueno descobriu a segunda gravidez aos 41 anos, em um período em que acreditava que não teria mais filhos. Ela já era mãe de Gabriel e havia deixado a carreira profissional para se dedicar integralmente à família.
Rosana relembra que a descoberta da gravidez da filha Liz aconteceu de forma inesperada, durante uma viagem à Aparecida do Norte (SP). “Quando fiz o teste e deu positivo, senti uma emoção muito grande. Parecia que Deus estava cumprindo uma promessa na minha vida”, conta.
Ela afirma que recebeu críticas por engravidar após os 40 anos, principalmente por conta dos riscos associados à gestação tardia. “Muitas pessoas diziam que eu estava colocando a criança em risco, mas eu tinha certeza de que tudo acontecia no tempo certo”, afirma.
Hoje, Rosana diz que a filha completou a família e transformou sua vida.“Foi depois do nascimento dela que fundei o Jornal de Itu, justamente para conseguir trabalhar perto dos meus filhos. Desde que ela nasceu, sinto que sou completamente feliz”, declara.

A cerimonialista Fernanda Mariáh também viveu a maternidade após os 40 anos. Ela conta que o desejo de formar uma família parecia distante até receber o diagnóstico de miomas e ouvir de médicos que talvez precisasse retirar o útero. “Foi um momento de reflexão sobre a vida e sobre os sonhos que eu ainda queria realizar”, lembra.
Após conseguir preservar o útero em uma cirurgia, Fernanda engravidou dois meses depois, sem esperar. “Foi um presente de Deus. A maternidade me transformou completamente como mulher e como ser humano”, afirma.
Ela destaca que a maternidade tardia exige mais fisicamente, mas acredita que a maturidade emocional faz diferença.“Depois dos 40, o corpo sente mais. Existe mais cansaço, dores e limitações físicas. Mas, ao mesmo tempo, a maturidade permite aproveitar cada momento de forma mais intensa”, explica.
Para Fernanda, ser mãe é uma experiência capaz de mudar completamente a forma de enxergar a vida. “A maternidade não é romântica como muita gente imagina. Ela é intensa, cansativa e desafiadora, mas também é a maior transformação que uma mulher pode viver”, conclui a mãe da Catarina, de oito meses.

